domingo, 8 de novembro de 2009

PESQUISANDO SOBRE DEFICIÊNCIA AUDITIVA





Luciane Cunha da Costa é coordenadora da Escola Rotary Renato Leite da Silveira, mestranda em Cultura e turismo, pela Universidade Estadual de Santa Cruz - UESC, pós-graduada em Métodos e Técnicas de Ensino (UNIVERSO), graduada em Comunicação Social (2003) e Pedagogia (1997) também pela UESC.


Luciane relata alguns dados sobre o processo inclusivo dos alunos com Necessidades Educacionais Especiais na escola Rotary.


ENTREVISTA


Como iniciou o trabalho de inclusão educativa nessa escola de alunos com Necessidades Educacionais Especiais (NEE)?
Luciane Cunha: O trabalho iniciou-se a partir da mudança da sala multifuncional da Escola Santa Ângela para a nossa escola em 2007. Em 2009, os alunos com necessidades educacionais especiais se matricularam nas turmas regulares.


Foi uma iniciativa dessa própria instituição, ou seja, demanda ou por exigência das políticas públicas?
Luciane Cunha: Foi iniciativa da instituição, na pessoa de sua diretora, na época, professora Suzete, abrigar o laboratório já que o Santa Ângela não tinha condições físicas (espaço) para o laboratório. Assim, a demanda foi suprida em parte.

Quais as dificuldades iniciais do Projeto, as que foram superadas e as que ainda precisam ser vencidas?
Luciane Cunha: Superado: Aceitação dos professores; Interprete Libras em todas as séries; Utilização e acesso ao apoio na sala multifuncional e labin.
Prioritariamente a ser vencido: Formação continuada dos professores (metodologia e avaliação); Acessibilidade (rampas, corrimões, etc.); Apoio aos cegos (recursos e estratégias).

Qual a maior conquista da escola no processo de inclusão escolar de alunos com NEE?
Luciane Cunha: O acesso/A recepção do quantitativo de alunos especiais: 20 – Deficiência Auditiva; 1 – Deficiência Visual; 2 – Deficiência Mental; 2 – Múltiplas Deficiências; 10 – Déficit Intelectual; 1 – Cadeirante. Além disso, a implantação da sala multifuncional, os estudos de língua portuguesa como segunda língua, etc.


A escola consegue atender adequadamente a demanda inclusão educativa existente na comunidade?
Luciane Cunha: Sim, em termos quantitativos e principalmente com os surdos. Os alunos com déficit intelectual e de aprendizagem só tem uma profissional com 20 horas, que devido ao tempo, não consegue dar conta dessa demanda específica.


Existem novas propostas de inclusão educativa para 2010? Quais?
Luciane Cunha: Sim. Ampliação do atendimento em turmas regulares, na sala de apoio e labin, principalmente para cegos e alunos com déficit intelectual e de aprendizagem.


Como a família interage/participa desse processo de inclusão educativa junto com a escola no processo de inclusão e adaptação dos alunos com NEE?
Luciane Cunha: A família, na maioria das vezes, superprotege faltando nos limites da educação dos alunos com NEE. Alguns pais interagem mais com a escola, principalmente a mãe da aluna Ravana, cega, que assiste às aulas e faz anotações para a filha.


Quais os principais obstáculos apontados pelos alunos com NEE em relação a esta instituição?
Luciane Cunha: Insegurança, falta de atividades e avaliações que sejam mais favoráveis a eles.